
Meus Desafios Emocionais com o Inglês
C ommunicare, comunicação em latim. Comunicação significa “tornar comum”, “partilhar”, “conferenciar”. Quando não somos fluentes numa segunda língua como o Inglês, por exemplo, essa comunicação envolve alguns níveis.
O primeiro deles é quando você se sente feliz fazendo compras e o vendedor simpaticamente se esforça em entendê-lo, principalmente se você é brasileiro(a) e vem deixando milhões de dólares no mercado americano.
O segundo nível é quando já morando fora, você se vê em situações como interagir com médicos, dentistas, locadores da casa onde você mora, professores, diretores da escola de seus filhos…aí nesse segundo nível, a coisa já começa a apertar e muito, sua autoestima começa entrar num processo de esclerose múltipla e sem cuidados ou desesperos, você pode adoecer, literalmente.
O terceiro nível e claro, mais avançado é quando você se vê num ambiente profissional e lembra-se dos tempos em que, totalmente dentro de sua zona de conforto, você se sentia uma ótima Comunicadora. Aqui a frustração agrava-se ainda mais.
Apesar de sabermos que as palavras em si, são responsáveis somente por 7% do processo comunicativo (sendo 38% Vocal e 55% linguagem corporal), fui entendo através de tentativa e erro que nem sempre era a “má vontade” do outro a causa de não compreenderem minha mensagem. Quando comecei a sair de minha posição de “Juíza” da situação e me coloquei numa posição de maior boa vontade em adaptar-me não só numa outra língua, mas também, numa outra cultura, os insights práticos começaram a surgir. Nossa entonação de brasileiros, nosso conhecido, sotaque, se não trabalhado, soava (soa) como uma forma agressiva na fala. Saindo de minha posição defensiva e assumindo a liderança na conexão, na partilha com o outro, saídas me foram sendo apresentadas.
Uma dessas salvadoras saídas, foi o encontro com o professor americano, Michael, um apaixonado pelo Brasil . Michael conseguia transformar algo enfadonho como aulas de pronúncia, em algo gostoso e interessante. Assim cheguei até o curso de Extensão na UCLA – “Pronunciation for Non Native Speakers”. Se você experimenta desafios parecidos como eu, na comunicação no Inglês, recomendo 100%, o prof. Michael, que também atua via Skype.
A parte boa de todos esses desafios de se conectar numa outra língua é que nos vemos sem muita saída, a não ser, exercer ou desenvolver a humildade de aprendizes devotos e sinceros e seguirmos em frente.
Um dia de cada vez!