
Reflexões Maternais: O que quero ser AGORA enquanto eles crescem ?
A propaganda segue questionando às Mães o que elas queriam ser quando eles (seus filhos) crescessem. Ficou o silêncio. Silêncio esse, que só entende o que significa, quem é Mãe. Uma delas, respondeu: “ Nossa, eu nunca fiz essa pergunta para mim”. E talvez milhares de nós, Mães, também estejamostenham esquecido de se fazer essa pergunta.
Isso me fez pensar e confesso que experimentei sentimentos “dúbios”. Por mais difícil que seja na prática, em especial com os filhos menores, vivia e vivo tentando lembrar-me quem sou eu e quais são meus sonhos. E por querer expressar e descobrir meus próprios sonhos, confesso que às vezes pego-me num ciclo de criticismo e culpa por não realizar-me “só”, sendo Mãe. Não me entendam mal. Amo meus filhos mais que tudo nessa Vida, por eles também daria minha Vida. E dar a vida por eles enquanto estou viva é tentar encontrar minha melhor expressão. Meu melhor. Meu lado mais criativo, meu lado que seduz, que entusiasma, que é íntegro, que é apaixonante, que é resiliente, que não desiste perante as dificuldades, que tenta ver e sentir cada situação, principalmente as mais “punks” como aprendizado. E isso eu não posso deixar para quando eles crescerem. Preciso começar hoje, nesse instante.
Também sei que existem milhões de mulheres e algumas amigas queridas que conseguem expressar seu melhor, sendo Mães. Através do cuidado com seus filhos e com suas famílias. Que conseguem viver o aqui e agora inspirando e guiando seus filhos, sem frustrações ou auto-críticas. Se não prestarmos atenção e nos exercitarmos em descobrir quem somos, acabamos sendo o que achamos que os outros gostariam que fôssemos. E em muitos casos acabamos reforçando crenças que nos limitam por não nos sentirmos aptas à expectativa alheia. Antes, achava meio que insconscientemente que de um jeito ou de outro, eu não era boa suficiente para a Maternidade, por não sentir o ser Mãe como algo que me completava 100% em minhas aspirações. Hoje, sinto-me agradecida por entender não só no racional, mas no sentir, que não sou nem melhor, nem pior que outras mulheres que se completam com a Maternidade. Simplesmente, experimentamos diferentes caminhos para um mesmo destino: o melhor para nossos filhos e para nós.
Mais do que palavras, ensinamos com exemplos. Que nosso presente como Mães, possa ser tornar-nos a melhor versão de nós mesmas para poder inspirar e motivar nossos filhos a serem a melhor versão deles mesmos. E para todas nós, Mães, que se completam 100% com a maternidade e para aquelas que buscam também algo a mais, compartilho a seguinte questão:
O que você quer ser AGORA, enquanto eles crescem?
Não se Compare, Inspire-se!
Cada uma de nós é especial em algo bem específico. Morria de inveja branca e culpa, quando amigas narravam o prazer em cozinhar para seus filhos. Confesso que fui quebrando minhas resistências e adaptando-me às necessidades. Hoje, a cada feijão ou arroz que faço, é como uma grande terapia interna. Momento de insights e descobertas. Vou colocando ali todo meu carinho e meu cuidado , mas isso não significa que não preferiria estar num parque ou subindo numa árvore com os dois. Aceitar nosso Eu, o que temos de melhor e não nos compararmos com a maioria, talvez possa ser o primeiro e mais efetivo ato de compaixão conosco mesmas.
E aí Mães, em que você é especial ? Em que situação você expressa seus talentos?
Bem, dependendo da fase do mês ( principalmente na fase pré-menstrual!), parabenizo minhas pequenas vitórias quando consigo não me descontrolar com os argumentos numa discussão com filho adolescente. Quando consigo entender que também já me senti dona do mundo e achava que ninguém entendia nada de nada, muito menos meus Pais. Quando respirando fundo, deixo passar minha fúria e exercito meu amor falando e mantendo a negativa que se fez necessária em determinada situação. Também, me sinto especial e extremamente abençoada quando eles aceitam uma meditação ou um simples relaxamento antes de dormir e escuto, as duas respostas: “Te amo mais”, vindo de um e “Também”, de outro, para minha sentença final do dia: Te amo, Filho!
Parabéns Mães! Para todas nós. Para as que se completam 100% com a Maternidade e também para aquelas que possuem um GPS interno que aponta incansavelmente para diferentes criações!
Um grande beijo,